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7 Perguntas aos católicos sobre a intercessão dos santos

santos catolicosDoenças nos olhos (contra) – Santa Luzia e São Hervé.
Doenças nas pernas (contra) – São Servatius.
Doenças nos pés – São Roque e São Victor de Marseilles.
Doenças da pele (contra) – São Peregrine Laziosi, São Bartolomeu.
Doenças dos rins (contra) – São Albino.
Doenças do reto (contra) – São Fiacre.
Doenças nos seios doenças (contra) – Santa Ágata.
Enjôo do mar (contra) – São Elmo.
Eczemas (contra)– Santo Antônio , o grande.
Enxaqueca (contra) – São Gereon.
Emergências – São Expedito.
Epidemia (contra) – Santa Godberta.
Epilépcia (contra) – São Dymphna; São Vito.
Esterilidade (contra) – São Henry II
Furúnculo – Santo Antonio Abade.
Gripe (contra) – São Maurus.
Gota (contra) – São Maurice.
Hepatite- São Odilon.
Histeria – São Vito e São Columbago.
Hemorragia (contra ) – Santa Luzia.
Hemorroidas (contra) – São Fiacre.
Hérnia (contra) – São Conrado e São Drogo.
Histeria – São Vito e São Columbago.
Impotência (contra) – São Winwaloe e São Gummarus.
Infertilidade (contra) – Santa Rita.
Leprosos – São Lázaro e São Job.

Agora deixem-me fazer algumas perguntas:

O “São Lázaro” só ora pelos leprosos? Se, por exemplo, eu não tiver lepra, mas tiver uma doença nos rins, e rezar ao São Lázaro, ele não vai me atender?

Como o “São Lázaro” sabe dos pedidos de todos os milhares de fieis que rezam a ele nos quatro cantos do mundo, em todas as eras da humanidade e ao mesmo tempo, se ele não tem o caráter da onipresença? Por exemplo, se um católico na China estiver rezando a São Lázaro exatamente no mesmo momento em que um católico no Brasil, outro nos Estados Unidos e outro em Angola fazem exatamente o mesmo, quem é que São Lázaro vai atender? Se ele consegue atender todo mundo junto, como ele consegue estar nestes vários lugares ao mesmo tempo, e ouvir a todos estes simultaneamente, sem conceder a ele nenhum atributo divino de onipresença ou onisciência?

E se, enquanto o nosso São Lázaro intercede pelo católico chinês leproso, dez outros fiéis começam a rezar a este santo simultaneamente, o que ele faz? Como ele tem tempo para interceder especificamente pelos pedidos de cada um deles, sem deixar ninguém “para o final da fila”? Se a resposta for que o tempo no Céu é diferente do tempo daqui e por isso esse problema não existe, como podemos medir a correspondência entre o tempo na eternidade e o tempo daqui?

Quanto tempo um santo passa rezando pelos fiéis e quanto tempo ele passa fazendo outras coisas? Será que o santo não tem outra coisa a fazer a não ser ficar o dia inteiro intercedendo por cada um dos milhares de fiéis que a ele rezam? Ele ainda encontra tempo para curtir o Céu, para louvar, para conversar com os outros santos, ou fica o tempo todo intercedendo?

Como podemos ter certeza absoluta de que todos estes santos estão mesmo no Céu, se a Igreja Católica ensina que ninguém pode ter certeza da salvação?

Mesmo se os santos estivessem mesmo no Céu, como a Bíblia diz que “Davi não subiu aos céus” (At.2:34), e que “no além, para onde vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec.9:10)? Como que pode haver tanta intercessão no Céu, se não há qualquer conhecimento (das coisas que acontecem na terra), nem sabedoria (requisito necessário para uma intercessão bem feita), nem obras (e interceder é uma obra)? Note que o texto não está falando apenas do destino do corpo, mas do “além [Sheol]” (v.10), que os imortalistas dizem que é o local de ajuntamento das almas após a morte.

E, finalmente, a pergunta mais importante: será que orar ao Santo chamado Jesus Cristo, o Filho de Deus, não é suficiente para cumprir todos os ofícios de todos os outros santos? Será que eu, orando a Jesus, não seria atendido naquilo que seria atendido se rezasse ao São Lázaro? O que é mais eficiente: rezar ao santo ou orar direto a Jesus?

Aguardo ansiosamente as respostas católicas.

Autor: Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

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1 Response to " 7 Perguntas aos católicos sobre a intercessão dos santos "

  1. Samuel diz:

    Suas perguntas são pertinentes e podem ser facilmente respondidas por qualquer católico conhecedor da doutrina. Agradeço pela forma educada, e não provocativa, como você as fez, o que me faz pensar realmente que deseja a verdade. Responderei, portanto, em tópicos, conforme as suas perguntas.

    1° – À primeira pergunta há que se dizer que a atribuição de títulos aos santos não se trata de um catalogo de suas “habilidades de intercessão”. Qualquer santo pode pedir a Deus por qualquer pessoa. No entanto, uma vez que, em muitos casos, foram eles atingidos por aqueles males, sofrendo grandemente em vida e sabendo louvar a Deus em suas dores, nos sentimos comovidos a pedir auxílio àqueles que padeceram de nossas mesmas dores.

    2° – À segunda devemos dizer que trata-se de um simples equívoco de sua parte na compreensão da intercessão e da presença. Os santos jamais se põem realmente como objetos onde alguém lhes pede auxilio. O que ocorre é que, pela virtude divina, lhes é dado conhecer nossas orações e aquilo que acontece no mundo. A isso chamamos visão beatífica, e São Paulo nos ensina sobre ela quando diz que “hoje vemos em parte, mas então veremos face a face” e “conheceremos com somos conhecidos”.

    3° – As duas próximas questões se tratam da salvação e da morada celeste. Cabe-nos dizer que tudo o que sabemos do paraíso é aquilo que nos foi revelado, ou seja, em verdade muito permanece misterioso, por que assim Deus o quis. Sabemos que a presença de Deus lá nos bastará, e que esta é a bem-aventurança perfeita. No entanto, comparar o nosso cotidiano e desejos terrestres com a vida em Cristo é inapropriado, justamente por que nada disso se revelou a respeito do paraíso. Falar em “o que fazem” ou “como vivem” é impossível de forma plena, mas podemos afirmar aquilo que foi revelado, isto é, que lá os santos rogam instantemente pelos vivos, a fim de que se salvem.

    4° – Sabemos com certeza que os santos estão nos céus pelo mesmo motivo que temos certeza da verdade das Sagradas Escrituras: por que foram canonizados pela Santa Igreja. Não que a canonização torne-os santos, mas ela é fruto da comunicação sobrenatural da Igreja com o Santo Espírito e com o próprio Cristo, que nos confirma a Verdade destas afirmações. A Igreja não pode errar ao canonizar algo. Como não errou ao escolher os livros sagrados, não erra ao reconhecer os santos homens e mulheres.

    5° – Antes da decida de Cristo a região dos mortos, as portas do paraíso não haviam sido abertas, uma vez que somente a redenção por seus méritos infinitos poderia reconciliar a humanidade decaída com Deus onipotente. Quando Cristo abre as portas dos céus os justos do antigo testamento nele entram e os novos discípulos também. Os justos no entanto nunca foram separados do amor de Deus, como nós por nada, nem mesmo pela morte, podemos ser separados do amor de Cristo. Uma prova disso está no fato de que virtude sobrenatural chegou a permitir que ainda no antigo testamento os ossos de Eliseu ressuscitassem um morto. Lembre-se que o próprio Jesus disse que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó é o Deus dos vivos, e não dos mortos.

    6° – A resposta de sua última pergunta é a mais simples. Devemos pedir a intercessão dos santos por que assim Deus o quer. Foi Deus que sempre se serviu da intercessão dos justos para operar seus prodígios, desde o antigo testamento. Darei aqui alguns exemplos disso:

    “Tomai, pois, sete touros e sete carneiros, ide ao meu servo Jó e oferecei um holocausto por vós, e o meu servo Jó orará por vós; admitirei propício a sua intercessão para que não se vos impute essa estultícia” (Jó, XLII, 8).

    “Agora, pois, entrega a mulher a seu marido, porque ele [Abraão] é profeta; e rogará por ti e tu viverás” (Gen XX, 7).

    “Entretanto levantando-se uma murmuração do povo contra o Senhor, como de quem se queixava de fadiga. O Senhor, tendo ouvido isso, irou-se. E o fogo do Senhor, aceso contra eles, devorou uma extremidade do acampamento. O povo tendo chamado Moisés, Moisés orou ao Senhor e o fogo extinguiu-se” (Num. XI, 1-3).

    “E quando Moisés tinha as mãos levantadas, Israel vencia, mas se as abaixava um pouco, Amalec levava vantagem” (Ex. XVII, 11).

    Deus quis se servir de intercessores humanos e assim nós católicos obedecemos a isso. Por isso desde os tempos dos primeiros mártires, de cuja santidade estou certo de que você não duvida, já se podia encontrar catacumbas com os dizeres:

    “Ático, dorme em paz seguro de tua salvação e pede solícito por nossos pecados” (Inscrição em lápide, hoje no Museu Capitolino)

    “Vicência, pede em Cristo por Febe e por seu esposo” ( Catacumba de São Calixto).

    “Genciano, fiel, em paz, que viveu 21 anos, 8 meses e 16 dias. QUE EM TUAS ORAÇÕES ROGUES POR NÓS, PORQUE TE SABEMOS EM CRISTO” ( Lápide encontrada na via Salária).

    Espero ter assim esclarecido suas dúvidas, e ainda desejaria vê-lo católico, pela graça de Deus. Que ele o converta e mostre-lhe a verdade.

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