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Educação e Doutrinação: A UNESCO e as Sete Lições Complexas

Os publicitários e outros especialistas no ramo do marketing compreenderam esse conceito fundamental há várias décadas e exploram com sucesso o elemento juvenil/infantil de todas as formas imagináveis. E isto funciona, como demonstra facilmente uma análise da indústria multibilionária das refeições rápidas. Sem dúvida, as mentes das crianças e dos jovens são como páginas em branco, abertas e prontas para receberem uma infinidade de mensagens. É por isto que a educação é importante — é a implantação direta de informações de tal modo que um resultado desejado seja alcançado.

Tipicamente, considera-se que a educação pública e geral tenha dois componentes interligados: o avanço acadêmico e a formação do caráter. Como pais, queremos ver nossos filhos avançarem em conhecimentos, sabedoria e inteligência e que desenvolvam os mecanismos mentais necessários para continuarem o aprendizado por toda a vida. Também queremos que nossos filhos adotem atributos positivos de caráter, tanto para a melhoria individual quanto da comunidade como um todo. Em outras palavras, esperamos que a educação molde as crianças e os jovens a se tornarem cidadãos inteligentes e responsáveis.

Ironicamente, o lado do caráter desta equação é quase uma inversão do passado, quando as gerações anteriores compreendiam que os maiores responsáveis por instilar as atitudes e códigos de condutas apropriados eram os pais. Essa realidade era visível quando uma criança se comportava mal na escola. Para a criança, a questão não era tanto o que o professor poderia fazer, mas como o papai e a mamãe lidariam com o problema quando ela chegasse em casa. Afinal, como você se comportava na escola era um reflexo da educação que você recebia no lar.

Aludindo ao poder da educação, um documento da UNESCO diz: “O potencial da educação é enorme. Não somente ela pode informar, mas também pode mudar as pessoas.” [2].

Embora isto pareça simples inicialmente, é um comentário revelador, especialmente porque a educação em grande parte assumiu o papel de formação do caráter. E qual é a direção comportamental que está sendo seguida?

Um exame na UNESCO, o braço educacional da Organização das Nações Unidas, nos dá uma janela para a “educação” como um agente de transformação para a cidadania mundial.

Uma Filosofa de Transformação Mundial

Federico Mayor, diretor-general da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (UNESCO) de 1987 a 1999, foi rápido em reconhecer o vínculo entre educação e mudança futura:

“A educação, no sentido mais amplo do termo, exerce um papel preponderante neste desenvolvimento voltado para mudanças fundamentais nos nossos modos de viver e de nossos comportamentos. A educação é a ‘força para o futuro’, pois é um dos mais poderosos instrumentos de transformação.” [3].

Os comentários de Mayor, feitos no limiar do século 21, não foram dirigidos aos fundamentos tradicionais básicos da educação (leitura, escrita, aritmética), mas foram proferidos no contexto da transformação global. No prefácio do documento intitulado Seven Complex Lessons in Education for the Future (Sete Lições Complexas na Educação para o Futuro), o diretor-geral da UNESCO ofereceu uma grande visão:

“Entretanto, podemos ter certeza de pelo menos uma coisa: se quisermos que este planeta atenda às necessidades de seus habitantes, a sociedade humana precisa passar por uma transformação. O mundo do amanhã precisará ser fundamentalmente diferente do mundo que conhecemos à medida que entramos no século 21 e no novo milênio.” [4].

O quão diferente o mundo precisa se tornar e em que direção essa transformação está levando a sociedade? Em 1947, Julian Huxley, diretor-geral da UNESCO, escreveu um pequeno, porém importante livro sobre essa organização, que foi fundada em 1945 mas que somente entrou em efeito no ano seguinte. Em UNESCO: Its Purpose and its Philosophy (UNESCO: Seu Propósito e sua Filosofia), Huxley proclamou abertamente uma lógica humanista secular e evolucionária para esse importante órgão da ONU: “… a filosofia geral da UNESCO deve ser um humanismo secular científico, global em sua extensão e evolucionário em seu pano de fundo.” [5]

Ao descrever essa filosofia evolucionária, Huxley demonstrou o desejo pelo gerenciamento direto na formação da cultura humana. Ao ler as seguintes afirmações, considere atentamente as profundas implicações daquilo que Huxley quis transmitir:

  • “Nossa primeira tarefa precisa ser clarificar a noção da direção desejável e indesejável da evolução, pois disso dependerá nossa atitude para o progresso humano…” [6]

  • “Assim, a luta pela existência, que é a base da seleção natural, é cada vez mais substituída pela seleção consciente, uma luta entre ideias e valores na consciência.” [7]

  • “A partir do ponto de vista evolucionário, o destino do homem pode ser resumido muito simplesmente: é para realizar o máximo progresso no mínimo tempo. É por isto que a filosofia da UNESCO precisa ter um pano de fundo evolucionário e por que o conceito de progresso não pode deixar de ocupar uma posição central nessa filosofia.”

“A análise do progresso evolucionário nos dá certo critério para julgar o certo e o errado de nossos objetivos e atividades.” [8].

  • “…. A UNESCO precisa constantemente testar suas políticas com relação ao critério de avaliação do progresso evolucionário. Um conflito central dos nossos tempos é aquele entre o nacionalismo e o internacionalismo, entre o conceito de muitas soberanias nacionais e uma soberania global…” [9].

  • “A moral para a UNESCO é clara. A tarefa dela de promover a paz e a segurança nunca poderá ser totalmente realizada pelos meios atribuídos a ela — educação, ciência e cultura. Ela precisa contemplar alguma forma de unidade política, seja por meio de um único governo mundial ou não, como os únicos meios certos para evitar a guerra… Especificamente, é seu programa educacional que pode enfatizar a necessidade de uma união política mundial e familiarizar todos os povos com as implicações da transferência da soberania plena das nações separadas para uma organização mundial. Mas, de forma mais geral, ela pode fazer muito para lançar os alicerces sobre os quais a unidade política poderá ser construída posteriormente.” [10].

Como a agência educacional das Nações Unidas, Huxley vinculou abertamente a filosofia da UNESCO de evolução/governo mundial com o processo de aprendizado público. Considere a seguinte afirmação:

“… como o mundo hoje está no processo de se tornar um, e como um dos principais objetivos da UNESCO precisa ser ajudar na acelerada e satisfatória realização desse processo, a UNESCO precisa prestar atenção especial à educação internacional, a educação como uma função de uma sociedade mundial…” [11; tradução nossa].

Huxley sugeriu outras buscas interligadas na busca para mudança mundial, como a eugenia (a arte de guiar a evolução humana por meio da reprodução controlada) [12], medidas de controle populacional, como “centros de controle da natalidade” e reversão da ética “errada” da medicina moderna (um aumento na longevidade da população é negativo ao progresso evolucionário) [13], políticas renovadas com relação à produtividade agrícola junto com o bem-estar social em um contexto evolucionário [14] e o uso da propaganda e das “técnicas de persuasão”, como “Lenin imaginou” para “superar a resistência de milhões para uma mudança desejável.” [15].

Colocando tudo isto junto e usando o conflito humano como um motivo para a mudança global, Huxley escreveu:

“… a tarefa que está diante da UNESCO é necessária e oportuna e, apesar de todos os múltiplos detalhes, é simples. A tarefa é ajudar o aparecimento de uma única cultura mundial, com sua própria filosofia e pano de fundo de ideias, e com seu próprio propósito amplo. Isto é oportuno, pois esta é a primeira vez na história que a plataforma e os mecanismos para unificação mundial se tornaram disponíveis e também a primeira vez que o homem tem os meios (na forma de descoberta científica e suas aplicações) de lançar um alicerce mundial para o bem-estar físico mínimo de toda a espécie humana. E é necessário, pois no momento duas filosofias opostas de vida se confrontam a partir do Ocidente e do Oriente…”

“Você pode categorizar as duas filosofias como dois supernacionalismos, ou como individualismo versus coletivismo, ou como o modo de vida americano versus o modo de vida russo, ou como capitalismo versus comunismo, ou como cristianismo versus marxismo, ou em seis outras formas… Pode esse conflito ser evitado, esses opostos serem reconciliados, essa antítese ser resolvida em uma síntese mais elevada? Acredito que não somente isto possa acontecer, mas que, por meio da inexorável dialética da evolução, precisa acontecer…” [16; tradução nossa; ênfase no original].

Pense nisto: Como um pretexto para a unidade mundial, o que aconteceria se o cristianismo se amalgamasse com o marxismo? Uma nova variedade de evangelho social surgiria, centrado não nos fundamentos bíblicos, mas no consenso humanista, com a transformação social como seu objetivo central.

O que aconteceria se o individualismo e o coletivismo se misturassem? Uma nova civilização de democracia global nasceria, uma civilização que coloca a “comunidade” acima das pessoas, e eleva o bem-comum (por exemplo, o meio ambiente) acima dos “interesses estreitos e mesquinhos” dos indivíduos.

E que tal a síntese do capitalismo com o comunismo? Esse híbrido seria chamado de “globalização econômica”. Tudo isto soa familiar para você?

Em 1999, a UNESCO convidou Edgar Morin, então diretor emérito do Centro Nacional (Francês) para a Pesquisa Científica, para ajudar a formular uma melhor compreensão das filosofias básicas que fundamentam a transformação na educação mundial.

Essencialmente, esperava-se que o trabalho de Morin “estimulasse a discussão sobre como a educação poderia e deveria atuar como uma força para o futuro.” [17].

Morin enfocou as “Sete Lições Complexas” ou as “sete facetas de conhecimentos essenciais” que ele achava necessários “na educação para o futuro em todas as sociedades”. [18].

As “Sete Lições Complexas” são:

1. Detectar o erro e a ilusão:

“Tudo o que sabemos está sujeito ao erro e à ilusão.” [19].

Utilizando as observações de Karl Marx e Friedrich Engels, os autores do Manifesto Comunista, Morin defendeu a opinião que o homem está continuamente em um estado de engano e erro intelectuais.

Ao tentar explicar a restruturação das ideias, doutrinas e crenças no estabelecimento de uma nova civilização, Morin ataca todos os fundamentos da verdade. Isto inclui “crenças oficiais, doutrinas soberanas.. ideias recebidas sem questionamento, crenças estúpidas não contestadas e absurdos triunfantes…” [20]. Qualquer coisa que “rejeite a evidência” para defender sua própria estrutura de crenças é considerado erro e/ou ilusão. Entretanto, essa ideia, Morin admite, é gerada pelas ideias:

“… O mito e a ideologia destroem e devoram os fatos. Porém, é pelas ideais que podemos perceber as deficiências e perigos da ideia. Daí o paradoxo inexplicável: temos de liderar uma batalha crucial contra as ideias, mas não podemos fazer isso sem a ajuda das ideias.” [21].

Morin lida com esse paradoxo fornecendo a seguinte recomendação: “Devemos sempre lembrar de manter nossas ideias em seus lugares como mediadoras e não identificá-las com a realidade.” [22].

Se isto parece nebuloso, é porque é. É uma tentativa de caminhar sobre uma corda filosófica esticada de um lado a outro, o que faz o viajante cair imediatamente em um buraco escuro.

Em um sentido, é o equivalente de enfaticamente declarar: “Não existe verdade e isto é a verdade.” Mas, por que o autor deste relatório da UNESCO segue esse caminho de nenhuma verdade/nenhuma realidade? Por que a educação, de acordo com Morin, é um ato de criar “metapontos de vista” globalmente aceitáveis sobre a noosfera.” [23].

O que é a “noosfera”? É a hipótese que a consciência de toda a humanidade instiga a evolução transcendente: uma premissa mística que se encaixa como uma mão na luva com o conceito de Gaia de uma bio-Terra viva, que interage e está em evolução. Em outras palavras, novas cosmovisões precisam surgir que incorporem os “fatos” da evolução cósmica e consciente. Em contraste com isto, as ilusões e erros — ideias, crenças ou doutrinas que se opõem a essa consciência especial — precisam ser relativizadas e domesticadas.” [24; itálicos no original].

Como Morin conclui sua primeira lição complexa:

“Se queremos esperar o progresso básico no século 21, os homens e mulheres precisam parar de serem os brinquedos inconscientes de suas ideias e, não somente de suas ideias, mas de seu próprio autoengano. A maior responsabilidade da educação é armar cada pessoa para o combate vital pela lucidez.” [25].

As casas intelectuais construídas sobre os fundamentos da verdade e da realidade não são apropriadas para esta Nova Era Global. Ao contrário, a educação que leva a sociedade para o inferno dos valores mutáveis é a chave para a unidade global. Por quê? Porque as pessoas adaptáveis e flexíveis podem ser facilmente moldadas.

2. Princípios de Conhecimento Pertinentes:

Nesta seção, o autor da UNESCO toca em um ponto importante: se quisermos compreender o mundo hoje, não podemos compartimentalizar o conhecimento. Ao contrário, temos de ver como os vários campos de estudo se sobrepõem e trabalham em conjunto, dando-nos um quadro mais completo.

Como o relatório declara: “A sociedade inclui dimensões históricas, econômicas, sociológicas e religiosas… O conhecimento pertinente precisa reconhecer essa multidimensionalidade e inserir seus dados dentro dela.” [26].

Morin não está errado. De fato, esta é uma parte significativa do modo como a Forcing Change opera — um tipo abordagem macro e inteligente para as informações e o conhecimento. Entretanto, a cosmovisão adotada por Morin e pela UNESCO procura integrar o conhecimento como um fato em uma cultura global em evolução. “Nesta era planetária temos de situar tudo no contexto e no complexo planetários.” [27].

Como reforça outro documento da UNESCO: “… o verdadeiro desafio, que a comunidade internacional precisa encarar, é visualizar políticas, estratégias e linhas de ação para todo o planeta…” [28]. E

“A cidadania planetária precisa facilitar a interação entre os cidadãos do mundo, para construir sabedoria e imagens mentais em uma escala planetária. Fortalecer a ideia de uma civilização mundial fornecerá o estágio para comunicar, interagir, associar e rejeitar aquilo que não se encaixa nos códigos globais. As pessoas precisam se tornar cidadãos da Terra, e não de uma única cultura.” [29].

3. Ensinando a Condição Humana:

A “condição humana”, de acordo com a UNESCO e Morin, é uma condição cósmica evoluída:

“As partículas que constituem nosso organismo apareceram nos primeiros segundos de vida no nosso cosmos, quinze bilhões (talvez?) de anos atrás; nossos átomos de carbono foram constituídos em um ou em vários sóis que precederam o nosso Sol; nossas moléculas se combinaram nas eras convulsivas mais antigas da Terra; essas micromoléculas se juntaram dentro de redemoinhos e uma delas, crescendo mais em diversidade molecular, se metamorfoseou em algo novo e muito diferente da estritamente organização química anterior, para criar uma auto-organização viva.” [30]. [Itálicos no original].

Isto é fascinante. Morin contradiz completamente a descoberta de um dos cientistas mais famosos de seu país, Louis Pasteur, a estabelecida Lei da Biogênese (que diz que a vida não pode surgir a partir de matéria sem vida). Se Pasteur estivesse vivo hoje, é muito duvidoso que a UNESCO prestigiaria esse químico eminente. Afinal, a cosmovisão de Pasteur — “Quanto mais estudo a natureza, mais admiro a obra do Criador” — se choca com a UNESCO. Morin, por outro lado, ignora completamente a obra provada de seu colega francês.

“Um pouco de substância física organizou-se termodinamicamente nesta Terra. Encharcada na água salgada, fervida em produtos químicos, sacudida com carga elétrica, ela veio à Vida… Nós, os vivos, somos um graveto da diáspora cósmica, algumas migalhas da existência solar, um minúsculo broto da existência terreal.”

“Somos parte do destino cósmico, mas somos um grupo marginal: nosso planeta é o terceiro satélite de um sol lançado para fora de seu trono central para se tornar um pigmeu celestial que peregrina entre bilhões de estrelas…”

“Cinco bilhões de anos atrás, nosso planeta foi formado, aparentemente um agregado de detritos cósmicos da explosão de um sol anterior; quatro bilhões de anos atrás a organização viva surgiu a partir de um redemoinho macromolecular no meio de tremendas tempestades e convulsões telúricas.”

“A Terra produziu e se organizou dentro de sua dependência do sol e, quando desenvolveu sua biosfera, constituiu-se como um sistema complexo. Somos seres cósmicos e terrestres ao mesmo tempo.” [32].

Aqui está o aspecto crucial da condição humana, de acordo com a UNESCO: somos entidades cósmicas. Acidentes cósmicos, para sermos mais exatos, mas ainda assim cósmicos. Como Morin nos diz:

“… todo ser humano, como um ponto em um holograma, traz o cosmos dentro de si. Também devemos ver que todo ser humano, mesmo uma pessoa confinada na vida mais ordinária, é um cosmo em si mesmo.” [33].

Concluindo esta terceira lição complexa na educação para o futuro, essa ordem cósmica/evolucionária nos leva para o caminho do destino e da cidadania.

“A educação deve mostrar e ilustrar as múltiplas facetas do Destino humano: destino na espécie humana, destino individual, destino social, destino histórico, todos esses destinos misturados juntos e inseparáveis. Uma das vocações essenciais da educação do futuro será a investigação e o estudo da complexidade humana. Isto levará ao conhecimento [prise de connaissance] que dará conscientização [prise de conscience] da condição comum de todos os seres humanos, da riquíssima e necessária diversidade de indivíduos, povos, culturas e de nossa raiz como cidadãos da Terra…” [34; itálicos e colchetes no original].

4. Identidade da Terra

Compreender a posição de Morin sobre a identidade da Terra não é difícil. Esta é a culminação da educação para a UNESCO: civilização mundial. Três citações de Morin serão suficientes para ilustrar este ponto.

“Nosso planeta requer pensamento policêntrico que possa objetivar a um universalismo que não é abstrato, mas consciente da unidade/diversidade da condição humana; um pensamento policêntrico alimentado pelas culturas do mundo. Educar para esse pensamento é a finalidade da educação do futuro, que na era planetária deve trabalhar para uma identidade e consciência da Terra” [35].

“… podemos ver o potencial de uma nova criação — a cidadania da Terra — no terceiro milênio, nascida das sementes e embriões dados em contribuição pelo século 20. Uma educação que tanto transmita o antigo e abra a mente para o novo, está no centro de sua nova missão.” [36].

“Hoje, o objetivo global fundamental de toda a educação que aspira não somente ao progresso, mas à sobrevivência da humanidade é Civilizar e Unificar a Terra e Transformar a espécie humana em uma genuína humanidade. A conscientização da nossa humanidade nesta era planetária deve nos levar a uma nova unidade e à comiseração recíproca de um para o outro, e de todos para todos. A educação do futuro deve ensinar uma ética de compreensão planetária.” [37; maiúsculas e itálicos no original].

5. Confrontando as Incertezas:

Na filosofia Alemã Hegeliana, a dialética ocorre assim: a Tese e a Antítese, ambas opostas, são reconciliadas na Síntese. Repita este processo até que o Objetivo Final seja alcançado.

Embora a filosofia hegeliana em suas muitas formas possa ser difícil de compreender, essa dialética é compreensível. De modo a atingir o Objetivo Final, uma Tese inicial é apresentada — chame-a de Primeira Agenda. Essa Primeira Agenda é radical e nunca será aceita da forma como é; ela precisa de um modificador. Portanto, uma ideia ou força oposta, a Antítese, é colocada no quadro — chame-a de Oposição Planejada. Na desordem inevitável que ocorre, a reconciliação/apaziguamento é exigido, e ocorre a concordância em uma nova posição, a Síntese, o que leva o processo um passo mais para perto do Objetivo Final. Repita tudo até que a última Síntese se torne o Objetivo Final. [Veja o quadro mostrado a seguir]. [38].

Outro modo de expressar isto é usar o termo em latim Ordo Ab Chao, ou Ordem a Partir do Caos.

Para alcançar o resultado, produza o Caos. A partir do clamor pela Ordem, apresente uma Solução que traga o Resultado desejado. Essa filosofia pode ser encontrada no relatório da UNESCO, de Morin, dentro da Quinta Lição Complexa. Escrevendo sobre ordem e desordem, e então ligando confrontação com a transformação social, o autor diz:

“A aventura incerta da humanidade é simplesmente a continuação da aventura incerta do cosmos, criado a partir de um acidente que desafia nossa imaginação, e seguindo seu curso de criações e destruições…”

“…. a própria Terra, que provavelmente se originou a partir de um amontoado de refugo cósmico emitido por uma explosão solar, está auto-organizada em um diálogo entre a ordem — desordem — organização…”

“… Uma nova consciência está emergindo. Confrontado por incertezas de todos os lados, o homem está sendo levado a uma nova aventura. Temos de aprender a confrontar a incerteza porque vivemos em uma época de transformações em que nossos valores são ambivalentes e tudo está interconectado.” [39; itálico no original].

Paradoxalmente, embora a Terra e a Humanidade sejam produtos de um acidente colossal (de acordo com Morin), as atividades educacionais — uma ação inegavelmente planejada — procuram introduzir uma nova sociedade utópica por meio do princípio do caos/ordem/resultados.

Claramente, os valores e as realidades tradicionais não podem ser tolerados na busca por esse mundo futuro, pois formam uma oposição fixamente firmada na história (domínio do governo central observado na Alemanha Nazista e na União Soviética), e a lógica da real condição humana (um reconhecimento da ganância, da lascívia e do poder). Observe que essa oposição fixamente firmada não é uma ação pré-planejada (Tese/Antítese) com a intenção de introduzir incertezas (caos) que dali para frente levarão à transformação desejada da civilização (a Síntese final). Portanto, a “realidade” que está na história e nos valores tradicionais, precisa ser minimizada como “ilusão”. É necessário flexibilidade no modo de pensar para construir o futuro utópico.

“A realidade não é facilmente legível. As ideias e teorias não são um reflexo da realidade, são traduções e, algumas vezes, más traduções. Nossa realidade não é nada mais que nossa ideia da realidade… as piores ilusões são encontradas dentro das certezas intolerantes, dogmáticas e doutrinárias…” [40].

6. Compreensão Mútua:

Tolerância global é o padrão de referência para a UNESCO, de modo que Morin toca nesse código social de conduta, levando para casa o ponto de reformar os processos de pensamento em direção à harmonia planetária.

“Devemos conectar a ética da compreensão interpessoal com a necessidade maior para compreensão globalizada na ética da era planetária. A única globalização que realmente serviria a humanidade é a compreensão globalizada, a solidariedade humana espiritual e intelectual globalizada.” [41].

“Nosso planeta necessita de compreensão mútua em todas as direções. Dada a importância da educação para a compreensão, em todos os níveis educacionais e para todas as idades, o desenvolvimento da compreensão exige uma reforma planetária das mentalidades: esta é a tarefa para a educação do futuro.” [42].

7. Ética para o Gênero Humano:

Nesta lição final, o encargo de Morin para a UNESCO é que “tomemos responsabilidade pela missão antropológica do milênio…” [43].

Assim, como ele sugere essa direção da humanidade como uma missão primordial? Desenvolvimento social direto, educando para uma ética de unificação planetária, incluindo “unidade na diversidade planetária” [44].

Tudo isto está incorporado na crença na Terra Viva/Gaia/noosfera da evolução humana/cósmica, com um Objetivo Final político.

“A humanidade não é mais simplesmente uma noção biológica, mas deve ser plenamente reconhecida em sua inclusão inseparável na biosfera. A humanidade não é mais uma noção sem raízes, ela está enraizada em uma ‘Pátria’, a Terra, e a Terra é uma Pátria ameaçada de extinção.” [Itálico no original].

“… podemos definir nossas finalidades: a busca de… humanização por meio da obtenção da cidadania terreal… para uma comunidade planetária organizada. Não é esta a verdadeira missão da Organização das Nações Unidas? [Itálico no original].

A UNESCO em Ação

Como o fermento leveda a massa, assim também a filosofia da UNESCO do humanismo secularizado opera nos nossos sistemas educacionais. Filosoficamente, a organização de Huxley não mudou, tampouco sua grande visão de transformação.

Refletindo sobre a educação como uma ferramenta para a transformação, um relatório conjunto da UNESCO com o governo grego, de 1997, intitulado, Education for a Sustainable Future (Educação para um Futuro Sustentável), pinta um quadro que teria sido aprovado por Huxley:

“… o potencial para a educação é enorme. Ela não somente pode informar as pessoas, pode transformá-las. Ela não é apenas um meio para o esclarecimento pessoal, mas também para a renovação cultural. A educação não somente fornece as habilidades científicas e técnicas necessárias, mas também fornece a motivação, a justificativa e o suporte social para buscar e aplicá-las. A educação aumenta as capacidades das pessoas de transformar suas visões da sociedade em realidade operacionais. É por esta razão que a educação é o agente principal de transformação para o desenvolvimento sustentável…” [46].

Este relatório de 1997 também conectou os pontos entre os muitos acordos e encontros de cúpula internacionais que ocorreram durante a década de 1990, com uma inclinação particular para o objetivo do “desenvolvimento sustentável” — uma expressão-chave que engloba práticas de gestão socialistas com relação ao uso da terra, da população, do desenvolvimento, a utilização dos recursos naturais e outras áreas sensíveis em termos do meio ambiente. Essencialmente, “desenvolvimento sustentável” é um processo administrativo e político que enfoca o impacto de duas estruturas culturais: a economia e a atividade social — com políticas governamentais intencionalmente alavancadas para impor a mudança nesses dois setores.

Discutindo o papel dos arranjos políticos e da educação, este documento da UNESCO fez a ponte entre o global e o local:

“O centro desse novo consenso internacional é uma nova visão da educação, da conscientização pública e do treinamento como o suporte essencial para o desenvolvimento sustentável… Dentro dos planos de ação, a educação não é mais vista como um fim em si mesma, mas como um modo de:

  • Produzir as mudanças nos valores, no comportamento e no estilo de vida que são necessários para alcançar o desenvolvimento sustentável e, finalmente, a democracia, a segurança e a paz.

  • Disseminar conhecimento, tecnologias e habilidades que são necessárias para produzir padrões de consumo e de produção sustentáveis.

  • Garantir uma população informada que esteja preparada para suportar as transformações para a sustentabilidade emergindo dos outros setores.

“Estes planos de ação devem ser implementados não somente pelas instituições internacionais como o sistema das Nações Unidas, mas também, e mais importante, por entidades nacionais e locais.” [47].

É aqui que o pneu pega a estrada: a agenda global começa a ser inserida em todos os níveis da sociedade. Portanto, os programas educacionais da UNESCO não são meros exercícios acadêmicos; são intencionalmente criados para influenciar os sistemas educacionais globais, regionais, nacionais e locais — eles são criados intencionalmente para impactar sua cultura. Aqui estão alguns exemplos:

Influência global: Por meio das mesas redondas e conferências em nível ministerial, em que os representantes dos países procuram uma base comum e concordam em implementar os planos de ação da UNESCO. A próxima mesa redonda significativa em nível ministerial ocorrerá na sede da UNESCO em Paris, em 19-20 de outubro de 2007.

Influência regional: A cada ano, a UNESCO realiza encontros e consultas em cada zona regional do planeta, apoiando uma ampla variedade de programas educacionais, culturais e científicos.

Este ano, iniciando com a conferência UNESCO/Casa Branca, a organização promoveu uma série de seis encontros regionais sobre alfabetização e educação dos professores. Erradicar o analfabetismo é uma ação nobre; entretanto, até mesmo a alfabetização é tratada como uma pedra sobre a qual se deve pisar na travessia do rio rumo aos objetivos internacionalistas. Em 2000, Gene B. Sperling, Assistente do Presidente dos EUA para Política Econômica, trouxe esses dois conceitos juntos ao participar do Fórum Educação para Todos, promovido pela UNESCO: “É difícil imaginar um investimento mais eficaz no sucesso dos mercados abertos e na integração global que a expansão da alfabetização.” [48].

Influência Nacional: Nos EUA, quase 800 escolas usam os programas da International Baccalaureate Organization. A IBO foi formada conjuntamente em 1968 pela UNESCO, Fundação Ford e o Fundo do Século Vinte e, ao longo dos anos, ela e a UNESCO foram parceiras no desenvolvimento de materiais didáticos que promovem a ética planetária e a unidade mundial. [49].

Outro exemplo nacional é o encontro Luneburg 2000, na Alemanha, intitulado “Educação Superior para o Desenvolvimento Sustentável: Novos Desafios a Partir de uma Perspectiva Global”, que procurou modos de reorientar a educação para os objetivos de desenvolvimento sustentável em todas as universidades alemãs. [50].

Nível Local: Tipicamente, as estratégias nacionais e internacionais da UNESCO são filtradas para o nível local. Afinal, o local é onde as decisões mais elevadas são finalmente visadas. Alguns exemplos canadenses interessantes existem para 2005 que valem a pena mencionar, pois refletem a ampla abrangência do envolvimento da UNESCO na cultura canadense. Os itens a seguir foram tirados do Relatório Anual do Secretário-Geral, Comissão Canadense para a UNESCO, de 2005:

  • “Combater o Racismo Urbano”, Ottawa, 24 de janeiro [enfoque nas políticas para lutar contra a discriminação, a xenofobia e o racismo].

  • “Crescendo nas Cidades”, Gatineau em 21 de fevereiro, Vancouver em 13-14 de setembro [conectando a juventude, as organizações sem fins lucrativos e os governos civis como parte da Rede Crescendo nas Cidades, da UNESCO].

  • “Confiando e Avançando”, um encontro da Associação de Professores de Saskatoon, Saskatoon, 14 de fevereiro [enfocou as cosmovisões como um tema de educação, com a comunidade como uma força unificadora].

  • “Fórum para a Cidadania Responsável”, Quebec, 19-20 de maio [envolvendo um tema de desenvolvimento sustentável para as escolas].

  • “Oficinas Sobre o Festival Carta da Terra” Montreal, 30 de outubro [uma oficina para enfocar a interdependência global, conforme definida na Carta da Terra, um documento do Direito Internacional que define uma ética para a integração mundial.].

Um exemplo final que transcende local para global é a Rede do Projeto de Escolas Associadas, da UNESCO. Este programa busca promover ideias para a unidade global e a paz mundial por meio de uma rede de mais de 7.000 escolas em todo o mundo. De acordo com a Comissão Canadense para a UNESCO:

“As Escolas Associadas promovem os ideais da UNESCO realizando projetos-pilotos e desenvolvendo abordagens educacionais inovadoras e materiais para tratar questões locais, regionais e globais.” [51].

Embora algum bem geral possa surgir por meio de um programa como este, como a ajuda para os países do sudeste asiático afetados pelo tsunami, como resultado da participação da escola na Rede da UNESCO, a visão maior da governança mundial evolucionária ainda é o centro das atividades da UNESCO. Portanto, como você lida com a UNESCO no nível local?

A UNESCO e Você

Cada pessoa está em um lugar e em uma posição singulares e responderá de formas que o autor deste relatório não pode imaginar. Entretanto, algumas regras gerais se aplicam ao responder à influência da UNESCO em seu nível e em qualquer outra situação crítica que aparecer:

  1. Conheça os fatos. Estude a história, a filosofia, os personagens e as atividades atuais de modo a ter um conhecimento integrado da situação.
  2. Documente suas posições. Se possível, tenha os materiais à mão e procure garantir que a documentação seja verdadeira para o contexto da crítica.
  3. Seja cauteloso com sua resposta. Há um tempo e um local em que as respostas emocionais, enfáticas e os elementos confrontacionais entram em jogo, porém o tato e a percepção sempre devem ser usados.
  4. Ofereça razões sólidas e lógicas para suas críticas. Exponha suas posições/razões com evidências factuais e em linhas racionais de progressão.

Aqui estão algumas sugestões e possíveis pontos de contato:

Pais: Se suas crianças e adolescentes estão em uma escola pública ou particular, mantenham seus olhos atentos ao currículo e aos materiais usados na formação deles. Façam perguntas como: esta escola usa os materiais da UNESCO? (Em caso afirmativo, peçam para analisá-los.) Quais cosmovisões a escola apresenta em seu currículo? (Muitos funcionários e professores podem não entender a pergunta, de modo que talvez vocês precisem utilizar outras perguntas ou terminologias de modo a saber o que está sendo ensinado.).

Muito frequentemente, uma análise do currículo e dos materiais didáticos é necessária de modo a determinar o que está sendo apresentado. Forneçam respostas construtivas e racionais onde elas forem necessárias. Sendo um pai, você é responsável pelos seus filhos e, se encontrar direções educacionais questionáveis, é sua responsabilidade agir (lembre-se das regras mencionadas anteriormente!). Portanto, diligência apropriada com o sistema escolar é essencial — e onde possível, ajude de outras formas, criando relacionamentos e credibilidade.

Obviamente, as famílias que educam seus filhos no próprio lar não enfrentam os mesmos problemas que as famílias que enviam suas crianças para as escolas públicas ou particulares. Mesmo assim, é importante envolver sua comunidade e os outros pais sempre que as oportunidades aparecerem.

Professores e Funcionários: Estejam alertas para os materiais e técnicas de ensino que promovam a cidadania mundial e a construção de uma ética global. Se esse tipo de currículo foi exigido na sala de aula, utilizem-o como uma plataforma de lançamento para o pensamento crítico. Examinem atentamente as afirmações e incentivem o uso de materiais históricos de fora na definição e defesa das posições. Incentivem os estudantes e os funcionários a pensarem de forma racional e lógica.

Membros da Direção e da Administração Escolar: Sejam mais diligentes com relação às cosmovisões da UNESCO quando elas vierem das Secretarias de Educação. Comuniquem os professores, coordenadores e pais com relação ao uso ou não de certos materiais e enviem suas críticas aos escalões superiores. Lembre-se, vocês não são apenas conduítes para os tomadores de decisão que estão no topo, mas são intermediários entre a comunidade de pais e alunos e a burocracia do sistema educacional.

Políticos e Burocratas Que Definem as Políticas Educacionais: A pressão sobre vocês é enorme para se conformarem e seguirem a linha politicamente aceita. Desenvolvam um plano lógico, examinando profundamente o que está sendo solicitado de vocês. Expressem verbalmente suas preocupações e permitam que a comunidade saiba qual é a sua posição. Sejam firmes na defesa da liberdade, da verdade e da racionalidade. Evitem a mentalidade da manada política quando a Secretaria da Educação ordenar que as agendas de governança global e da UNESCO sejam implementadas e ofereçam razões e alternativas sólidas para tratar e enfrentar a abordagem internacionalista.

Independente de quem você é ou qual sua posição na vida, envolva-se com a juventude. Instile os valores da verdade, da realidade e uma apreciação pelos fatos. Ofereça contrapontos para enfrentar o contínuo bombardeio de valores e ideais globais ambíguos. Lidere com integridade, honestidade e raciocínio sólido. Reconheça a real condição humana e ofereça esperança tangível, não sonhos humanistas utópicos que historicamente não produziram nada, exceto pesadelos.

Alguém já disse que os jovens de hoje serão os líderes amanhã. Isto é verdade, porém os líderes de hoje são aqueles que traçam a rota. Seja um líder.

Notas Finais

  1. Desmond E. Berghofer, The Visioneers: A Courage Story About Belief in the Future (Creative Learning International, 1992), pág. 289.

  2. UNESCO/Governo da Grécia, Education for a Sustainable Future: A Transdisciplinary Vision for Concerted Action, Relatório da Conferência, dezembro de 1997, pág. 36.

  3. Federico Mayor, Prefácio, Seven Complex Lessons in Education for the Future, um documento formulado para a UNESCO por Edgar Morin, 1999.

  4. Ibidem.
  5. Julian Huxley, UNESCO: Its Purpose and its Philosophy (Public Affairs Press, 1947), pág. 8.

  6. Ibidem, pág.8.
  7. Ibidem, pág. 9.
  8. Ibidem, pág.12.
  9. Ibidem, pág.13.
  10. Ibidem, pág.13.
  11. Ibidem, págs 29-30.
  12. Ibidem, pág. 10.
  13. Ibidem, pág.10.
  14. Ibidem, pág.10.
  15. Ibidem, pág.60.
  16. Ibidem, pág.61.
  17. 17. UNESCO/Edgar Morin, Seven Complex Lessons in Education for the Future, 1999, veja a quarta capa.

  18. Ibidem, pág. 1.
  19. Ibidem, pág. 5.
  20. Ibidem, pág. 9.
  21. Ibidem, pág.11.
  22. Ibidem, pág.11.
  23. Ibidem, pág.12.
  24. Ibidem, págs.10-12.
  25. Ibidem, pág.12.
  26. Ibidem, pág.14.
  27. Ibidem, pág.13.
  28. UNESCO, Planetary Sustainability in the Age of the Information and Knowledge Society for a Sustainable World and Future: Working Toward 2015 (UNESCO, 2003), pág. 69.

  29. Ibidem, pág.141.
  30. Morin, Seven Complex Lessons in Education for the Future, pág. 22.
  31. Veja J. H. Tiner, Louis Pasteur: Founder of Modern Medicine (Mott Media, 1990)
  32. Morin, Seven Complex Lessons in Education for the Future, pág. 22.
  33. Ibidem, págs. 26-27.
  34. Ibidem, pág. 28-29.
  35. Ibidem, pág. 32.
  36. Ibidem, pág. 36.
  37. Ibidem, pág. 39.
  38. Calverton School, http://www.calvertonschool.org.
  39. Morin, Seven Complex Lessons in Education for the Future, págs. 43-44.
  40. Ibidem, pág. 44.
  41. Ibidem, pág. 54.
  42. Ibidem, pág. 55.
  43. Ibidem, pág. 57.
  44. Ibidem, pág. 57.
  45. Ibidem, pág. 61.
  46. UNESCO/Government of Greece, Education for a Sustainable Future: A Transdisciplinary Vision for Concerted Action, relatório da conferência, dezembro de 1997, pág. 36.

  47. Ibidem, pág. 37.
  48. Comentários de Gene B. Sperling, Assistente do Presidente para Política Econômica, Estados Unidos da América, Fórum Consultivo Internacional Sobre Educação para Todos, http://www.unesco.org/education/efa/wef_2000/speeches/sperling.shtml.

  49. Para maiores informações sobre a IBO e sua conexão com a UNESCO, veja o artigo “Social Engineering for Global Change” em http://www.forcingchange.org/store/1874178/page/1130090.

  50. Veja o 2005 Annual Report of the Secretary-General of the Canadian Commission for UNESCO. Para o exemplo alemão, veja as págs. 10-11.

  51. 2005 Annual Report of the Secretary-General of the CanadianCommission for UNESCO, pág. 31.

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