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Inveja, o pecado que ninguém confessa

I. O QUE NÃO É INVEJA –
“Um homem fará muitas coisas para ser amado,
mas fará todas as coisas para ser invejado”
Mark Twain

1. inveja não é ciúme – alguns chegam a dizer que ciúme ocorre entre três e a inveja entre duas pessoas. Mas a diferença não é tão simples assim. O ciúme é não querer perder o que se tem para o outro, a inveja, entretanto é querer que o outro perca o que tem.
2. inveja não é cobiça – enquanto a cobiça é desejar o que o outro tem, a inveja, como já explicado acima, vai mais além, ela deseja que o outro perca o que tem.
3. inveja não é ambição – a ambição é a vontade de crescer tanto ou mais que os outros, a inveja é a vontade de diminuir os outros.
4. inveja não é emulação – emulação é querer parecer com o outro em todos os sentidos, a inveja porém é querer que outro seja tão medíocre quanto eu, é fazê-lo igual a mim.

II. O QUE É INVEJA –
“Em várias ocasiões fechei a fábrica, pois o dia
estava lindo e queria pescar, mas ao mesmo
tempo também não queria que os demais
companheiros tivessem mais dinheiro
na hora do pagamento”
Comentário de um sindicalista inglês
ao ser chamado para dar explicações
sobre as greves habituais que ele
iniciava na fábrica em que
trabalhava

1. inveja é a dor causada pela felicidade alheia – esse pecado torna impossível se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram, em virtude de que quando os outros se alegram, você se entristece e quando os outros choram, você se alegra. O prazer do invejoso é a dor de quem ele inveja. Ele se regozija mais com o fracasso dos invejados, do que com seu próprio sucesso.

2. inveja é a incapacidade de ser o segundo – um invejoso jamais seria um Barnabé, capaz de ceder o primeiro lugar a um Paulo e como precisamos de Barnabés em nossas igrejas! Só não se amargura em ser o segundo, aqueles que fazem de Deus o primeiro em suas vidas. A inveja é um pecado que nasce da comparação entre os pares. Quando nos comparamos com os que estão abaixo de nós, nos tornamos orgulhosos, quando nos comparamos com os que estão acima, nos tornamos invejosos. Toda comparação leva a competição. A inveja é também um pecado de proximidade, isto é, você não terá inveja se o presidente da República comprar um automóvel importado do último tipo, mas sentirá inveja se o seu vizinho comprar um automóvel um pouco melhor que o seu. Outro exemplo, para que esse conceito fique mais claro, um pregador não sentirá inveja se o líder de louvor cantar bem, mas ficará verde de inveja se um outro pregador ministrar um sermão melhor que o dele.

3. inveja não é só desejar o que outro tem, mas desejar que ele perca o que tem – a inveja nos faz gastar tanta energia para diminuir o outro que não sobra nada para nos fazer crescer! Na busca para que outro perca o que tem, passamos a praticar outros pecados como a maledicência e a cólera! A inveja começa com a pergunta “por que coisas boas não acontecem a pessoas boas como nós e só acontecem a pessoas não tão boas quanto nós?”, e termina com a questão “o que eu posso fazer para que essas pessoas não tão boas quanto eu percam as coisas boas que conseguiram?”.

4. inveja é o avesso do amor – quem ama quer o bem do outro, prefere perder para que outro ganhe, se contenta em elevar o outro acima de si mesmo. A inveja, porém, é o contrário, ela não é o oposto do amor, mas faz oposição ao amor.

III. COMO SE LIVRAR DA INVEJA –

“Igualdade é a tradução política para a palavra inveja”
Victor Hugo

1. aprenda a admirar sem comparar – admirar o que outro tem não é pecado, o problema surge quando dessa admiração nasce a comparação e com ela a competição. A inveja nos cega para aquilo que temos e nos faz olhar apenas para que o outro tem! A admiração sem comparação só é possível quando entendemos que o que o outro tem foi dado por Deus e se ainda não temos ou não teremos é porque o nosso Deus sabe o que é melhor para nós! Louve a Deus por aqueles que pregam melhor que você, cantam melhor que você, tem mais que você e procure aprender com eles!

2. aprenda a desejar sem cobiçar – desejar coisas não é pecado, o problema é quando o desejo se torna cobiça, que nada mais é que concupiscência, ou seja, desejo maligno, obsessivo e pecaminoso. Desejar um dom, um bem não é errado, mas devemos ter cuidado para que o nosso desejo por essas coisas não se tornam maiores que o nosso desejo de agradar a Deus!

3. aprenda que o prazer não está em ter o que se deseja, mas em se desejar o que tem (contentamento) – foi o diabo que fez com que Eva olhasse para a única coisa que ela não tinha e veja só no que deu. Jesus pelo contrário sempre nos faz olhar para aquilo que temos e nunca para aquilo que nos falta, veja como exemplo o milagre da multiplicação dos pães, onde Ele não perguntou quantos pães faltavam, mas quantos pães tinham e partir daí o milagre aconteceu. Comece a agradecer a Deus pelo que tem e até pelo que não tem, pois é esse o segredo para viver contente em toda e qualquer situação!

4. aprenda que é melhor que o nosso pecado nos envergonhe do que nos destrua – nada que está oculto pode ser curado! Naamã para ser curado da lepra precisou tirar a armadura e mostrar suas feridas purulentas. Da mesma forma você precisa confessar esse pecado se o tiver e espero que a sua fé seja maior que a sua vergonha!

Para refletir – “O orgulhoso vive centrado em si mesmo, o invejoso centrado nos outros, mas o cristão vive centrado em DEUS”.

CONCLUSÃO – Se você quer saber se é um invejoso responda as seguintes perguntas com sinceridade – Você é capaz de se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram? Como você vê os outros serem bem-sucedidos onde você tem fracassado? Que reação você tem quando tem de ceder o lugar a outro melhor do que você? O elogio a outros que fazem o mesmo que você te provoca algum mal-estar?

Autor: Anderson Zem

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