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O Purgatório Existe? Descubra agora !

O Catecismo de Baltimore na página 85, pergunta 173, descreve o Purgatório como um lugar de “sofrimento”. A crença é que o Purgatório é um local temporário. Isto é, quem for ao Purgatório, depois de certo tempo, será recebido nos céus, mas precisará pagar por alguns de seus pecados. Na teologia católica romana, a maioria das pessoas acabará entrando nos céus, isto é, será salva.

O Catecismo descreve aqueles que estão no Purgatório como sendo “… imperfeitamente purificados…” Também são descritos como “… não alcançaram a santidade necessária para entrar na bem-aventurança no céu.”.

Podemos ver que os ensinos sobre o Purgatório derivam da crença católica em uma salvação por meio das obras. Basicamente, a doutrina do Purgatório ensina que você precisa pagar pelos seus próprios pecados. Não todos os pecados, somente aqueles que Cristo não pagou. Em grande contraste, a Bíblia fala daqueles que são genuinamente salvos desta maneira: “Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.” [Hebreus 10:14]. Aqui, a Palavra de Deus nos diz que por meio do sacrifício de Cristo, aqueles que crêem estão “aperfeiçoado para sempre”. Se você deixar de aceitar o caminho de Deus para a salvação e seguir o ensino da Igreja Romana, ao tempo de sua morte ainda estará “… imperfeitamente purificado…” bem como deixando de “… alcançar a santidade necessária para entrar na bem-aventurança nos céus.” Uma pessoa realmente salva está ‘aperfeiçoada para sempre‘, não precisa de modo algum do “Purgatório”.

Em um artigo que discute por que os fundamentalistas evangélicos não aceitam os ensinos do Purgatório, o autor católico diz: “A principal razão para a forte oposição ao Purgatório é que ele não pode coexistir com a noção dos fundamentalistas sobre a salvação. Para os fundamentalistas, a salvação vem por meio da ‘aceitação de Cristo como Salvador pessoal’. Além desse ato de aceitação, nenhum outro — nem as boas obras nem os pecados — fazem qualquer diferença com relação à salvação da pessoa.”

(Catholic Answers, Purgatory, http://www.catholic.com/answers/tracts/purgator.htm)

Eu mesmo não poderia dizer de uma forma melhor. O Purgatório é rejeitado pois realmente “… as boas obras não contribuem para a salvação da pessoa.” A Bíblia diz que a salvação é um “dom” [“Pela graça sois salvos, por meio da fé e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9]. À luz do ensino bíblico, o Purgatório é como submeter as crianças às chicotadas antes de permitir que abram seus presentes de Natal. A salvação é um dom gratuito, quem realmente creu em Cristo não precisa do Purgatório.

Considere novamente o triste estado em que se encontram os católicos na hora da morte: “… imperfeitamente purificados…” bem como deixando de “… atingir a santidade necessária para entrar nos céus.” A doutrina do Purgatório não é bíblica. A Bíblia ensina que os não-salvos estarão em tormentos desde a hora em que morrerem até o dia do julgamento diante do Grande Trono Branco, após o que serão lançadas no lago de fogo por toda a eternidade. [Veja Apocalipse 20:11-15]. A cena descrita na passagem é o julgamento de todos os perdidos por Jesus Cristo, no Dia do Juízo Final, em que as pessoas que não receberam a Cristo da forma como ele quer ser recebido, serão julgados na única base possível, suas próprias obras, pensamentos e motivos.

Observe que o verso 13 diz que os perdidos vêm para serem julgadas. “… e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.”.

Esse é o lugar temporário em que os espíritos dos perdidos estão residindo desde o momento da morte até o dia em que Jesus Cristo os chamará para serem julgados. Esse é um lugar tormentos, mas é temporário no sentido que essas pessoas serão chamadas para serem julgadas e depois lançadas no lago de fogo permanentemente. Durante esse tempo de punição “temporária”, as pessoas que crêem no ensino do Purgatório pensarão que estão nele. Em seus tormentos, pensarão que o tormento será temporário, e que logo sairão dali, verão a luz e serão recebidas nos céus. Jesus Cristo falou sobre esse tipo de pessoa, quando elas saírem do Inferno temporário e estiverem aguardando o julgamento final. É óbvio que essas pessoas esperarão ir aos céus após seu encontro com Cristo no Trono do Juízo:

“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:22-23).

O Senhor Jesus identifica exatamente quando essa triste situação acontecerá. Ele disse: “Muitos me dirão naquele dia…” O dia que está sendo referenciado aqui é o Dia do Juízo. Após o Reino Milenar, haverá um julgamento diante do Grande Trono Branco (Apocalipse 20:12-15). Nesse dia, todos os mortos não-salvos comparecerão diante do Senhor Jesus Cristo para serem julgados por seus pecados. No entanto, como você vê, antes desse dia, nenhum homem perdido comparece diante da presença de Deus. Eles estarão sofrendo no Inferno há pelo menos mil anos.

É curioso observar as respostas dadas por essas pessoas, conforme descritas em Mateus 7. Elas dizem ao Senhor Jesus “Não profetizamos nós em teu nome e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?”. São palavras interessantes, vindas de indivíduos que possivelmente já passaram mais de mil anos sofrendo em tormentos. Parece que elas estavam esperando serem libertas da condenação eterna.

Acredito que nestas Escrituras estão as mesmas respostas que serão proferidas àqueles que foram enganados a pensar que estão em um “Purgatório” temporário. É bem possível que existam pessoas no Inferno que pensam estarem no Purgatório, aguardando serem libertas em breve.

O próprio Jesus Cristo nos disse que não existe o Purgatório!! Quando ele estava pregado na cruz, um dos ladrões condenados confiou nele para sua salvação. Embora o ladrão não tenha enunciado todas as porções do Plano da Salvação, Jesus sabia que o coração daquele homem estava quebrantado pelos seus pecados, e sabia que ele o reconhecia como o único Salvador do mundo. O diálogo está em Lucas 23:39-43. Citaremos aqui as palavras finais, nos versos 42-43:

“E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.”

Onde Jesus Cristo disse ao ladrão que ele acordaria no mesmo dia da sua morte? No Paraíso!! Não no Purgatório, mas no Paraíso. Se já houve alguém que precisasse “purificar” seus pecados após a morte, esse homem era aquele ladrão, que até aquele dia nunca tinha se arrependido de seus pecados. Na cultura romana, um ladrão só era crucificado após uma longa vida no crime, quando a Justiça o julgava como irrecuperável. Certamente, se o Purgatório realmente existisse, com o propósito expresso de “purificar” uma pessoa de seus pecados, aquele ladrão precisaria dele. No entanto, o próprio Jesus Cristo lhe prometeu que estaria imediatamente no Paraíso.

Na Parte 2, examinaremos outra passagem que mostra claramente que quem aceita o sacrifício de Jesus Cristo do modo como ele estipulou, não precisa de qualquer outra purificação para seus pecados.

Amigo, o Purgatório não existe. Se você morrer e estiver “… imperfeitamente purificado…” e deixando de “… alcançar a santidade necessária para entrar na bem-aventurança dos céus“, lamento dizer-lhe que estará eternamente condenado.

É terrível considerar que muitas pessoas que estão no Inferno acreditam que estão no Purgatório, sem saber que já é tarde demais para elas. As pessoas descritas em Mateus 7 conheciam Jesus. O texto registra que elas dirão, “Senhor, Senhor…” Observe, no entanto, que a triste resposta de Jesus Cristo a elas será: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim …”. Amigo, você pode dizer que conhece a Jesus, mas será se Jesus Cristo realmente o conhece?

Todos que morrem na graça e comunhão com Deus, mas ainda imperfeitamente purificados, têm a garantia da salvação eterna; mas após a morte passam por uma purificação, de forma a obter a santidade necessária para entrar no gozo dos céus. A Igreja dá o nome de Purgatório a essa purificação final…” [Catecismo pág. 268, parágrafo #1030, 1031].

Assim, vemos que o catolicismo romano ensina que a morte de Jesus na cruz assegura salvação eterna às pessoas, mas não purifica perfeitamente suas almas para que possam entrar no céu imediatamente. Em outras palavras, as pessoas ainda têm uma carga de pecados que precisa ser purificada por meio do fogo do Purgatório. Os fiéis católicos romanos precisam continuar a trabalhar para alcançar a santificação!

Entretanto, Jesus nos disse de forma bem clara que esse ensino é tão falso quanto uma nota de 3 reais. Onde e quando Jesus nos disse que seu sangue pagou a dívida total acarretada pelos nossos pecados? Na cruz, pouco antes de entregar o espírito e morrer! Na verdade, são as últimas palavras que Jesus proferiu disse antes de morrer. Como a lei secular dá grande importância às últimas palavras e ao testamento de uma pessoa, precisamos também dar uma grande ênfase às últimas palavras de Jesus na cruz. Veja como ele disse que o sacrifício do seu sangue derramado pagou a dívida total do pecado:

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: ‘Está consumado’. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” [João 19:30].

Jesus disse: “Está consumado”, imediatamente antes de entregar o espírito e morrer fisicamente. Essa frase “Está consumado“, quando plenamente compreendida, deve convencê-lo que o Purgatório não pode existir, pois o significado mostra que o sacrifício de Jesus na cruz pagou toda a dívida do pecado!

Quando Jesus disse a palavra “consumado“, o texto bíblico usa uma palavra grega que era utilizada nas transações comerciais e significava “a dívida está quitada“!!!

No antigo Império Romano, quando uma pessoa quitava uma dívida, a palavra Tetelestai era carimbada no documento, declarando que a dívida estava quitada, nada mais havendo a reclamar! Portanto, quando Jesus disse “Está consumado”, usou a palavra comercial que declarava a todos, para sempre, que pagou totalmente a dívida do pecado! Essa palavra, “Tetelestai“, está indelevelmente carimbada na conta de todo aquele que aceita o sacrifício de Jesus Cristo, e nasce de novo. Como não existe “resíduo do pecado” que precisa ser purificado, não há nenhuma razão para a existência do Purgatório! O sacrifício de Jesus na cruz pagou totalmente a dívida do pecado!

Vemos essa verdade em outras passagens das Escrituras.

“Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.” [Hebreus 10:14].

Observe a palavra “aperfeiçoou” aqui. O sacrifício de Jesus foi uma oferta a Deus que “aperfeiçoa” aqueles que aceitam o sacrifício. Esse verso sozinho já deve convencê-lo que o ensino católico romano que o pecado não pode ser expiado exceto pelo “fogo purificador” do Purgatório, é totalmente falso e sem qualquer fundamento bíblico. Quando você entender isso, verá também que as penitências e as indulgências são totalmente desnecessárias.

“Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniqüidade, e que passa por cima da rebelião do restante da sua herança? Ele não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na sua benignidade. Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniqüidades; e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar.” [Miquéias 7:18-19].

Observe que Deus promete lançar todos os nossos pecados nas profundezas do mar, onde eles nunca mais serão vistos. Ele não os lança nas águas rasas próximas à praia, de onde poderiam vir à superfície novamente, mas lança-os nas águas profundas do alto mar, onde nunca mais serão vistos ou lembrados.

“Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões. Assim como um pai se compadecee de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem.” [Salmos 103:12-13].

Esta é outra promessa preciosa que Deus removerá todos os nossos pecados para sempre. Observe também que quando uma pessoa atende as condições de Deus e recebe o perdão dos pecados, Deus será tão compassivo com ela quanto um pai humano é para seus filhos. O catolicismo romano apresenta Deus como uma deidade irada e vingativa, de quem todos precisam se esconder, daí a necessidade da intercessão da Virgem Maria! Jesus Cristo também é apresentado como uma deidade vingadora.

“Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.” [Isaías 1:18].

Que promessa mais maravilhosa podemos desejar? Quando atendemos as condições de Deus para o perdão dos pecados [que agora é por meio de Jesus Cristo], a mancha do pecado é lavada e ficamos mais alvos que a neve. Você vê qualquer “resíduo” de pecado que precise de purificação no fogo do Purgatório? Eu não vejo, e Deus também não vê.

“Eis que foi para a minha paz que tive grande amargura, mas a ti agradou livrar a minha alma da cova da corrupção; porque lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados.” [Isaías 38:17].

Quão preciosas são essas promessas ao meu coração! Quando nossos pecados são perdoados por meio do sangue que Jesus Cristo derramou, Deus lança para trás de suas costas todos os nossos pecados. Quando Deus perdoa o pecado, decide esquecer que pecamos! Esse esquecimento proposital de Deus chama-se “justificação”, pois “justifica-nos diante de Deus”, colocando-nos em uma posição de aceitação diante dele. Também significa que, quando Deus nos justifica, é como se nunca tivéssemos pecado.

Você vê alguma punição para o pecado aqui que não possa ser expiada por qualquer outro modo a não ser pelo fogo do Purgatório? Eu não vejo, e você também não deve ver, pois o Purgatório não existe e nem pecado que não possa ser expiado pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz. Não existe “resíduo” de pecado que requeira que façamos penitências nesta vida e precisemos passar um período no Purgatório após a morte.


“Todos que morrem na graça e comunhão com Deus, mas ainda imperfeitamente purificados, têm a garantia da salvação eterna; mas após a morte passam por uma purificação, de forma a obter a santidade necessária para entrar no gozo dos céus. A Igreja dá o nome de Purgatório a essa purificação final…” [Catecismo pág. 268, parágrafo 1030, 1031].

Essa é a principal base subjacente ao ensino católico romano sobre o Purgatório. No entanto, o Catecismo é obra do homem; há alguma base bíblica para o Purgatório? Os teólogos católicos apontam esta passagem em Mateus como a base para o Purgatório:

“Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.” [Mateus 5:25-26].

Essa “prisão” assim implícita nas Escrituras é considerada o Purgatório. A implicação dessa Escritura é que, após certo tempo, o prisioneiro pagará sua dívida e será colocado em liberdade. Essa implicação é coerente com o ensino do Purgatório, que não dura para sempre, e que após certo tempo, todos sairão dele e entrarão nos céus, perfeitamente purificados.

Os teólogos católicos citam também o enunciado de Jesus sobre o Pecado Imperdoável como prova da existência do Purgatório. Vamos revisar rapidamente essa Escritura:

“E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.” [Mateus 12:32].

Essa referência aos dois mundos [os séculos, o texto grego permite as duas traduções] é considerada como prova da existência do Purgatório.

Essas são as supostas bases bíblicas para a doutrina do Purgatório. Os demais argumentos pró-Purgatório baseiam-se em Macabeus, que não é reconhecido como Escritura Sagrada por nenhuma igreja, exceto a Católica Romana, e nas tradições da Igreja, que também não são confiáveis, pois foram escritas pelos homens e não por Deus, e foram escritas após a morte dos apóstolos, após o fechamento do Cânon. Veja os detalhes no artigo Sola Scriptura — Somente as Escrituras.

Agora, vamos examinar esses dois textos das Escrituras, mencionados anteriormente, para ver se realmente provam a existência do Purgatório, ou se têm outro significado. Mateus 5:25 não se refere ao Purgatório católico romano, mas diz que o pecador é um devedor diante de Deus, seu credor. O pecador é lançado na prisão até que pague o último centavo, o que é para sempre, pois ele não tem os recursos para pagar a conta final. A palavra “até” não implica necessariamente um período de tempo definido ou temporário. Em muitas passagens da Bíblia, a palavra “até” indica claramente aquilo que é feito, sem qualquer consideração pelo futuro. Por exemplo, Deus diz, “O SENHOR disse ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.” Será que o Filho de Deus não estará mais assentado à mão direita do Pai após seus inimigos serem subjugados? É claro que estará. Portanto, a palavra “até” não pode ser interpretada em Mateus 5:25 como indicadora de um período limitado de tempo, isto é, um Purgatório.

Mesmo Mateus 12:32 não prova a existência do Purgatório; na verdade, a expressão “nem neste século [mundo] nem no futuro” não implica que alguns pecados são esquecidos após a morte; no entanto, é um modo enfático de dizer a verdade que o pecador não-arrependido nunca será perdoado, como vemos em passagens paralelas das Escrituras (Lucas 12:10 e especialmente Marcos 3:29). Mesmo de acordo com o ensino católico romano, essa Escritura não pode referenciar ao Purgatório, pois Jesus aqui fala de perdão, que não existe no Purgatório, já que o devedor precisa pagar até o último centavo, seja pelas dores do tormento ou pelo pagamento dos parentes vivos, ou uma combinação das duas coisas.

Muito significativamente, os teólogos católicos tiveram de confiar seu principal argumento para o Purgatório em um livro que é reconhecido pelos maiores eruditos como apócrifo e sem valor bíblico para a maioria dos cristãos. Na verdade, essa passagem sobre o oferecimento de dinheiro para orar pelas almas dos mortos é suficiente para provar a falta de inspiração divina do livro de Macabeus. Nenhum outro livro das Santas Escrituras contém essa doutrina, que é fundamentalmente oposta aos ensinos cristãos. Na verdade, pergunte a si mesmo por que Deus pediria que os cristãos vivos pagassem dinheiro para aliviar as pessoas que estão no Purgatório? Qual é a utilidade do dinheiro para Deus, que está fora do reino terreal em que o dinheiro pode fazer alguma coisa boa? Na verdade, para quem vai o dinheiro? Obviamente, somente pode ir para os oficiais da igreja que vivem aqui e agora. Toda essa idéia que o pagamento por um serviço religioso pode aliviar o sofrimento de uma pessoa querida no Purgatório apenas permite um esquema de ganhar dinheiro.

A doutrina do Purgatório não somente não tem fundamento bíblico, mas também é contrária ao ensino claro e coerente das Escrituras. Em nenhum lugar a Bíblia fala sobre um lugar de punição temporária após a morte dos cristãos; no entanto, ela diz claramente que quando o cristão morre, entra no descanso e retorna para Deus, um estado de existência que nenhum parente vivo pode afetar de forma alguma.

“E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem.” [Apocalipse 14:13].

“E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” [Eclesiastes 12:7].

Agora leia o texto em Lucas 16:19-31, em que Jesus falou sobre o homem rico e Lázaro, ambos os quais morreram e foram imediatamente para seus lugares respectivos. O rico não-redimido foi para o Inferno enquanto que Lázaro foi para o Céu, também conhecido como Seio de Abraão. Embora o rico tenha implorado alívio a Abraão, este recusou ajudá-lo de alguma forma, dizendo que havia um abismo entre os dois lugares, o que impedia a passagem de um para o outro. Jesus não deu nenhuma indicação que o rico poderia algum dia sair do Inferno. Certamente, se o Purgatório realmente existisse, essa história teria dado a Jesus a oportunidade perfeita para falar sobre ele. Você percebe que Jesus Cristo pregou mais sobre o Inferno e punição que todos os outros escritores bíblicos juntos? Todavia, em nenhum lugar ele nos dá indicação de um lugar de punição de tempo limitado, após o que a pessoa vai para o Céu.

Ninguém Pode Redimir sua Alma, nem a de seu Irmão

De todos os versos na Bíblia que revelam a falsidade do Purgatório, este verso seguinte revela-o completamente. Leia atentamente: “Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele (Pois a redenção de sua alma é caríssima, e cessará para sempre), para que viva para sempre, e não veja corrupção.” [Salmos 49:7-9]. É exatamente o que os católicos romanos estão tentando fazer quando pagam um bom dinheiro por um serviço religioso, para livrar seus amados recentemente falecidos desse suposto lugar chamado Purgatório!!

De acordo com essa Escritura e outros versos, ninguém pode satisfazer a punição pelos seus pecados, pois Jesus Cristo nosso Salvador satisfez para nós livre e completamente, por seu sacrifício na cruz. Nenhuma obra que possamos fazer na Terra, mesmo as de uma Madre Teresa, e certamente não o Purgatório, pode redimir nossas almas da condenação do pecado. Nossa fé em Jesus Cristo somente obtém o perdão para nós, não alguma coisa que possamos fazer.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” [Efésios 2:8-9].

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.” [Romanos 3:23-24].

“Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.” [Hebreus 10:14].

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam seguindo a carne, mas segundo o espírito.” [Romanos 8:1].

Reflita atentamente sobre esse verso. O Purgatório é uma condenação, embora supostamente temporária. No entanto, a Bíblia diz que nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus! O próprio Jesus nos disse esta maravilhosa verdade: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” [João 3:18]. Como o Purgatório é uma condenação, ele não pode existir!

A doutrina do Purgatório não tem base na Bíblia; baseia-se nas invenções da Igreja Católica Romana, isto é, pecado venial e punição temporária do pecado após a morte. De acordo com os teólogos católicos, uma pessoa pode cometer dois tipos de pecados contra Deus: o mortal e o venial. O pecado mortal é uma ofensa grave contra a lei de Deus ou da Igreja. É chamado de “mortal”, pois mata a alma privando-a totalmente da graça santificadora. O pecado venial é uma ofensa pequena contra Deus e as leis da Igreja, mas é perdoável.

Em seguida, essa doutrina confusa e sem base nas Escrituras continua: Dois tipos de punição são devidos ao pecado mortal: o eterno (no Inferno para sempre), e o temporário (no Purgatório). A punição eterna é cancelada pelos “sacramentos” do Batismo e da Extrema Unção, ou por um ato de perfeita contrição com a promessa de confissão.

A punição temporária não é cancelada por esses sacramentos, mas pelas obras de penitência, pagando-se um sacerdote para rezar uma Missa, pelas indulgências, etc., o que reduz a punição temporal pelos pecados mortais que teria de ser sofrida no Purgatório. Assim, mesmo se os pecados mortais de um católico romano são “perdoados” em confissão ao sacerdote, mas o paroquiano não realiza “boas obras” suficientes, ele irá para o Purgatório e permanecerá ali em tormentos até que sua alma esteja completamente purificada.

Os teólogos católicos romanos tentam provar a doutrina do pecado venial e a punição temporária dos pecados veniais e mortais após a morte, citando as seguintes Escrituras:

“Mas não me deram ouvidos, nem inclinaram os seus ouvidos, mas endureceram a sua cerviz, e fizeram pior do que seus pais.” [Jeremias 7:26].

“Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.” [João 19:11, palavras de Jesus Cristo a Pilatos].

Em muitas outras passagens da Bíblia, também lemos que é possível pecar e ainda permanecer justo, mas como alguém pode cometer um pecado mortal e ser justo ao mesmo tempo? Deve haver alguma distinção entre pecados que matam a alma e tornam um homem justo em injusto, e outros pecados que um homem justo pode cometer e ainda permanecer justo. Provérbios 24:16 diz: “Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.” E, em Tiago 3:2, lemos “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.”.

Jesus também advertiu, “Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo.” [Mateus 12:36].

Assim, os teólogos católicos concluíram que toda palavra ociosa certamente não pode ser um pecado mortal, merecedora da morte.

A Bíblia Não Traça Nenhuma Distinção Entre os Pecados

De acordo com a Bíblia, não há distinção entre pecados mortais e veniais. É verdade que nem todos os pecados são hediondos, mas ao mesmo tempo, é igualmente verdade que todos os pecados trazem morte à alma. Os judeus tinham feito pior que seus pais; aqueles que entregaram Jesus à morte cometeram um pecado maior que o de Pilatos. Mas quem ousaria dizer que por causa disso, os antigos hebreus e Pilatos cometeram pecados facilmente perdoáveis, ou meros pecados “veniais”?

Certamente, o apóstolo Paulo não fez distinção alguma entre os pecados quando escreveu:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” [Romanos 6:23].

Novamente, em Gálatas 3:10, ele diz:

“Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: ‘Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei’, para fazê-las.”.

Em Tiago 2:10, temos:

“Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.”.

A desobediência de Adão e Eva ao comerem do fruto no Jardim do Éden parece ser um pecado pequeno. No entanto, como Deus advertiu, eles acabaram morrendo por causa daquele pecado, e a morte e o pecado foram permanentemente introduzidos no mundo. As conseqüências do pecado de Adão e Eva foram absolutamente ENORMES, MONSTRUOSAS!! Portanto, a suposta distinção entre pecados mortais e veniais é arbitrária e absurda. Essa distinção não tem fundamento na lógica nem nas Escrituras.

No entanto, quando observamos o resultado financeiro desse ensino, podemos ver por que a Igreja Católica Romana está tão interessada em manter o ensino que existe uma distinção entre pecados mortais e veniais. A apostasia da Igreja de Roma nessa questão está enraizada no desejo pelo dinheiro e no poder sobre as pessoas. A invenção do pecado venial possibilitou o ensino do Purgatório — o fogo que não consome as pobres almas dos amados que já partiram, mas que mantém os cofres cheios de dinheiro.

Veja: é impossível ganhar dinheiro com o ensino bíblico verdadeiro que não há distinção entre os pecados; que o Inferno é para toda a eternidade para os incrédulos e o Céu para aqueles que creram no poder salvador de Jesus Cristo. As almas que estão nos céus não precisam de missas rezadas por sacerdotes aqui na Terra, e as almas que estão no Inferno não serão libertadas mediante a ministração dos sacerdotes ou acendendo-se velas nos santuários da Virgem Maria ou dos santos. Mas, se existem pecados que tornam um homem não bom o suficiente para ir imediatamente aos céus, porém não tão mau para ser enviado ao Inferno, então é necessário inventar um lugar onde aqueles que morrem com pecados veniais ainda não perdoados sejam purificados.

Assim, o dinheiro realmente acumula-se nos cofres da Igreja. É fácil dizer que essas almas no Purgatório não podem ajudar a si mesmas, e que nem Deus pode ajudá-las, mas que elas podem ser ajudadas por um sacerdote na Terra que reze missa para elas.

A doutrina do Purgatório é uma mina de ouro para a Igreja Católica Romana. No entanto, o Purgatório seria de pouco valor se não fosse pela distinção mágica entre pecados mortais e veniais, sem consideração pelo ensino bíblico. O falso ensino do Purgatório lança grande desonra sobre a obra redentora de Jesus Cristo. O Purgatório reduz a plenitude e a natureza perfeita do amor de Jesus pela sua igreja, e nega a natureza completa e suficiente de seu sacrifício na cruz e de seu papel como nosso intercessor [Leia na Parte 2 desta série um estudo sobre o fato maravilhoso que Jesus pagou a dívida COMPLETA dos nossos pecados.].

A Igreja Católica Romana não pode nem mesmo receber o crédito por ter criado essa rentosa doutrina que é o Purgatório. Verificamos que esse ensino existiu primeiro no paganismo antigo, na mitologia babilônica, grega, egípcia e romana. Na antiga Roma pagã havia uma festa de purificação chamada “Sacrum Purgatorium”. O reverendo Alexander Hislop observa em seu livro The Two Babylons [As Duas Babilônias]: “Examinando tanto nos tempos antigos quanto nos modernos, vemos que o paganismo deixa esperança após a morte para os pecadores que, ao tempo da morte, estavam conscientes do seu despreparo para habitar na bem-aventurança. Para esse propósito, um estado intermediário foi inventado, no qual, por meio das dores purgativas, a culpa não-removida durante a vida pudesse, em um mundo futuro, ser purificada, e a alma preparada para a bem-aventurança final.”.

“Na Grécia… Platão, falando sobre o julgamento futuro dos mortos, expressa a esperança de livramento final para todos, mas afirma que, ‘dentre os que são julgados’, alguns precisam ‘seguir para um lugar subterrâneo de julgamento, onde sofrerão a punição que merecem’, enquanto outros, em conseqüência de um julgamento favorável, serão levados imediatamente a certo lugar celestial.”

“Na Roma pagã, o purgatório existia igualmente na mente das pessoas; mas parece que não oferecia esperança de libertação das dores.” [Alexander Hislop, The Two Babylons, pág. 167].

“No Egito, ensinava-se basicamente a mesma doutrina do Purgatório. Quando essa doutrina do Purgatório foi admitida na mente popular, a porta ficou aberta para todas as formas de extorsões por parte dos sacerdotes. As orações dos egípcios pelos mortos caminhavam de mãos dadas com a doutrina do Purgatório; no entanto, as orações não eram consideradas eficazes sem a interposição dos sacerdotes; e as funções sacerdotais não eram oferecidas gratuitamente. Portanto, em todas as terras, encontramos o sacerdócio pagão ‘devorando as casas das viúvas’ e explorando o sentimento das pessoas com de perda dos parentes e a preocupação com a felicidade imortal dos amados falecidos.” [Ibidem, págs. 167-168].

Quando pesquisei a palavra “Purgatório” na enciclopédia, encontrei um vínculo com o hinduísmo e o budismo, que não imaginava que existisse. “Os hindus e budistas, que crêem na transmigração das almas, também crêem nos céus e nos infernos onde as almas que não renascem imediatamente, passam certo tempo, de acordo com suas obras, antes da próxima encarnação. Esses são, de fato, equivalentes ao purgatório porque são estados temporais no longo progresso da alma para a eventual salvação final.” [The Encyclopedia Americana, International Version, vol 23, artigo “Purgatory”, pág. 19, 1997] Você observou as palavras “não imediatamente renascidas” nesta definição do Purgatório pagão do hinduísmo e do budismo? Esse termo é exatamente o que explica o ensino do Purgatório no catolicismo, isto é, as almas não estão suficientemente purificadas para terem o direito de ir aos céus. Assim, você pode acrescentar as falsas religiões do hinduísmo e do budismo na lista de religiões pagãs que ensinam a existência do Purgatório. A crença no Purgatório É PAGÃ.

Assim, caros amigos católicos, você podem ver duas coisas como resultado da leitura destes artigos sobre o Purgatório. Primeiro, podem ver que não há base bíblica alguma para essa doutrina. Segundo, podem ver que as religiões de mistério antigas inventaram o Purgatório vários milhares de anos antes de a Igreja Católica adotar esse ensino. O Purgatório é somente um dos muitos ensinos católicos romanos que se originaram no paganismo antigo. É um ensino de origem pagã, não cristã. Tudo o que a Igreja Católica fez foi ressuscitar esse ensino pagão dar-lhe nomes cristãos e distorcer alguns versos bíblicos para fazê-los dizer o que nunca disseram.

A realidade, conforme ensinada nas Escrituras é muito mais bendita para o cristão nascido de novo, e muito mais séria para os não-redimidos. O cristão redimido tem todos seus pecados perdoados pelo sacrifício de Jesus Cristo, e recebe a certeza que não passará por nenhum julgamento para determinar sua salvação. Como o sangue de Jesus pagou toda a dívida do pecado, o cristão passa imediatamente para o Paraíso, exatamente como Jesus prometeu ao ladrão na cruz! No entanto, a alma não-redimida passa imediatamente para o Inferno, onde fica em tormentos continuamente até o dia do julgamento diante do Grande Trono Branco, onde será julgada de acordo com suas obras, pensamentos e motivos. Em seguida, será lançada no lago de fogo e enxofre, por toda a eternidade, e o tormento nunca cessará!

A verdade tem um aspecto muito bom e outro muito sério. O ponto divisor é o momento da morte física. Caro amigo, imploramos que compreenda a verdade bíblica que acabamos de compartilhar com você e que aceite Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, confiando nele e em seu sacrifício somente para sua salvação, não nas obras que a Igreja Católica diz que você precisa realizar.

Jesus pagou completamente a dívida do pecado!

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” [João 8:32].

Fonte: www.espada.eti.br

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